O lançamento do álbum Flores, Janelas e Quintais pela produtora e gravadora Kuarup trazem o público para um inesquecível passeio pela música de Milton Nascimento e pelo célebre Clube da Esquina. O disco disponível com exclusividade nas plataformas digitais revela canções rearranjadas para orquestra por Vittor Santos e seu infalível arcabouço criativo. Nem de perto o trabalho se mostrou uma tarefa fácil, a começar pela escolha do repertório, afinal foram oito peças especialmente selecionadas em um acervo tão extenso quanto primoroso.
Com Fernando Brant, Lô Borges, Márcio Borges, seus parceiros do Clube da Esquina, além de Renato Bastos, Bituca, apelido carinhoso que Milton Nascimento recebeu nos anos 60, compôs as canções em destaque. Barulho de Trem, Canção da América, Clube da Esquina 2, Cravo e Canela, Encontros e Despedidas, Nos Bailes da Vida, Ponta de Areia e a emocionante Travessia, canção que deu nome ao seu primeiro disco, em 1967, um clássico da música popular brasileira, formam o repertório do 13º álbum da Orquestra de Mato Grosso, este em parceira com o músico Vittor Santos, sob o comando e regência do prestigiado maestro Leandro Carvalho.
Os concertos que originaram a gravação do disco e que homenageiam o legado de Milton Nascimento propõem um olhar singular do compositor, arranjador e trombonista Vittor Santos, sobre a obra do cantor e compositor carioca de nascimento, mas mineiro de Três Pontas de coração, enaltecendo harmonias e ritmos de canções eternizadas em mais de meio século de carreira. Vittor Santos foi a Cuiabá como convidado especial da Orquestra de Mato Grosso para essa viagem pela música que causou uma verdadeira revolução estética na MPB dos anos 60 e 70. Com mais de 300 canções gravadas Milton Nascimento alcança sua sétima década de vida como um dos mais relevantes artistas do país de todos os tempos. Sua música e de todo o Clube da Esquina marcaram os corações dos brasileiros por gerações e com certeza, marcará ainda os jovens que se importam em ouvir a voz que vem do coração e daqueles que possuem a estranha mania de ter fé na vida.
“Esta realização nasceu como uma resposta inexorável da admiração mútua entre dois pensadores que, em ambientes e circunstâncias diferentes, aprenderam a ponderar o viver, tendo como norte a trama sonora que, passando pelas mãos do artesão, se expressa como arte, aquela que se identifica como música” revela um emocionado Vittor Santos em sua declaração de satisfação plena por participar do projeto.

Voltar