Wagner Tiso | Kuarup
Wagner Tiso

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Wagner Tiso Veiga

12/12/1945

Três Pontas – Minas Gerais

Compositor, instrumentista, pianista e tecladista, Wagner Tiso Veiga nasceu em Três Pontas, Minas Gerais, no dia 12 de dezembro de 1945. Maestro, arranjador e diretor musical, completou seus estudos mais tarde com o músico, saxofonista e clarinetista Paulo Moura. Autodidata, iniciou sua carreira profissional em 1958, como integrante do conjunto W’s Boys (título alusivo às iniciais de seus componentes), juntamente com Waltinho, Wilson, Wanderley e Milton Nascimento (que se apresentava como Wilton). Com o grupo, gravou um compacto simples que registrou, pela primeira vez, uma composição de Milton Nascimento, Barulho de Trem. Entre 1962 e 1964, ainda residindo em Belo Horizonte, fez parte do Berimbau Trio. Mudou-se, em seguida, para o Rio de Janeiro, onde gravou um disco como integrante do conjunto Sambacana. Atuou, em 1964 e 1965, com o conjunto de Edison Machado e, de 1965 a 1967, com Paulo Moura. Em 1968, participou, como compositor, do IV Festival da Música Popular Brasileira, da TV Record, com a canção O Viandante, interpretada por Taiguara. Nessa época, acompanhou vários artistas como Ivon Cury, Maysa, Cauby Peixoto e Marcos Valle. Em 1969, compôs a trilha sonora de Os Deuses e os Mortos, filme de Ruy Guerra que representou o Brasil no Festival Internacional de Berlim, dois anos depois.

Fundou, em 1970, juntamente com Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão de 12 cordas), Luis Alves (baixo), Laudir de Oliveira (percussão) e Zé Rodrix (órgão, percussão, voz e flautas), o conjunto Som Imaginário, e atuou em shows e gravações ao lado de Milton Nascimento. Lançou, com o grupo, os seguintes LPs: Som Imaginário (1970), que registrou sua canção Morse, em parceria com Zé Rodrix e Tavito, Som Imaginário (1971), que incluiu suas músicas Gogó (O Alívio Rococó) e A Nova Estrela, ambas com Frederiko, e Matança do Porco (1973), contendo exclusivamente composições de sua autoria como Armina, A Matança do Porco e Bolero, com Robertinho Silva, Tavito, Luiz Alves e Mil, entre outras. Nessa época, escreveu arranjos para Milton Nascimento, Johnny Alf, Gonzaguinha, Paulo Moura e Som Imaginário. Em 1974, participou da gravação dos LPs Flora Purim em Montreux, na Suíça, e Native Dancer, de Wayne Shorter, em Los Angeles. Foi eleito, pela crítica especializada, o Melhor Arranjador de 1974 e de 1975. Escreveu, em 1977, a trilha sonora de Lyra do Delírio, filme de Walter Lima Júnior. No ano seguinte, gravou seu primeiro disco solo, Wagner Tiso, contendo Monasterak (Nivaldo Ornellas), além de composições próprias como A Igreja Majestosa, parceria com Nivaldo Ornellas, Choro de Mãe e Mineiro Pau com Milton Nascimento.

Em 1979, lançou o LP Assim Seja, registrando Bela Bela (Milton Nascimento e Ferreira Gullar), além de músicas de sua autoria como Sete Tempos, Joga na Bandeira e a faixa-título em parceria com Milton Nascimento e Fernando Brant. No ano seguinte, musicou Poema Sujo, de Ferreira Gullar. Ainda em 1980, lançou o LP Trem Mineiro, incluindo a música Os Pássaros (Milton Nascimento), além de canções próprias como Banda da Capital, em parceria com Nivaldo Ornellas, Armina e a faixa-título. Gravou, em 1981, o LP Toca Brasil – Arraial das Candongas, contendo Chuva de Agosto (Nivaldo Ornellas), além de músicas de sua autoria, como Balão, em parceria com Luiz Alves e Kledir Ramil, Toca Brasil, Arraial das Candongas e Nascimento, entre outras. Também nesse ano, compôs a trilha sonora de Inocência, filme de Walter Lima Júnior. Em 1982, lançou o LP Wagner Tiso – Ao Vivo na Europa e musicou o filme Jango, de Sílvio Tendler. No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano, o LP Todas as Teclas. No repertório, composições próprias como a faixa-título e Norte, ambas com César Camargo Mariano, e Inocência, além de Curumim (César Camargo Mariano), Serra da Boa Esperança (Lamartine Babo), Cravo e Canela (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos) e Isn’t She Lovely , do cantor e compositor norte-americano Stevie Wonder. Ainda em 1983, participou da noite brasileira, no Festival de Montreux, ao lado de Alceu Valença e Milton Nascimento. O show foi gravado ao vivo e lançado em LP. Compôs, em 1984, a trilha sonora do filme Chico Rei, de Walter Lima Júnior, lançada em LP dois anos depois.

Em 1985, gravou o LP Coração de Estudante e colocou no trabalho as músicas Clube da Esquina (Milton Nascimento e Lô Borges), além de suas canções Nave Cigana, Giselle e a faixa-título, em parceria com Milton Nascimento, um de seus maiores sucessos como compositor. Ainda nesse ano, lançou o LP Os Pássaros e compôs a trilha sonora para o documentário de Sílvio Tendler, Carta aos Credores. Em 1986, gravou Branco & Preto/Preto & Branco, interpretando Le Petit Nègre do compositor francês Debussy e Penny Lane, melodia da dupla Lennon e McCartney, além de composições próprias, como Chico Rei, Dona Beija e Santa Efigênia, as três músicas em parceria com Fernando Brant, Branco e Preto e Preto e Branco, entre outras. Também nesse ano, lançou a coletânea Giselle e escreveu as trilhas sonoras de Besame Mucho, filme de Ramalho Júnior, e Dona Beija, novela da TV Manchete. Em 1987, gravou, com João Carlos Assis Brasil e Ney Matogrosso, o LP A Floresta do Amazonas – Villa-Lobos, pela gravadora Kuarup e escreveu as trilhas sonoras de Ele, o Boto, filme de Walter Lima Jr., e Memória do Aço, documentário de Sílvio Tendler. No ano seguinte, musicou o filme O Grande Mentecapto, de Osvaldo Caldeira, e os documentários de Sílvio Tendler 68, Olhar do Fotógrafo e Educar. Participou também da trilha sonora da minissérie O Primo Basílio, da Rede Globo. Ainda em 1988, gravou o LP Manú Çaruê – Uma Aventura Holística, registrando suas composições 1º Baile Antropófago Transracial de Santa Cruz, em parceria com Geraldo Carneiro, Memória (Pra Dona Walda), Fantasia Holística, A Lenda do Boto, Alegria e a faixa-título, além das obras Mandu Çarara e 1ª Missa no Brasil – 4º Movimento do Descobrimento do Brasil, ambas de Villa-Lobos, e Sol Féggio do compositor e maestro alemão Johann Sebastian Bach. Também nesse ano, lançou o LP Coração Imprevisto, com a cantora portuguesa Eugênia Mello e Castro. Em 1989, compôs a trilha sonora para uma série de seis documentários realizados pelo Projeto Educação e Trabalho, do Ministério da Educação de Portugal. Ainda nesse ano, lançou o LP Cine Brasil, registrando músicas de sua autoria escritas para cinema. Gravou, também em 1989, com Nana Caymmi, o LP Só Louco. Em 1990, lançou Baobab, disco exclusivamente autoral. No repertório, as canções Estação Matriz, em parceria com Suso Saiz e Vicente Amigo, Romance Ocidental e a faixa-título, entre outras.

Gravou, em 1992, o disco Wagner Tiso – Profissão: Música, contendo apenas clássicos de outros autores, como Brasileirinho (Waldir Azevedo), Por Causa de Você (Tom Jobim e Dolores Duran) e Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso), entre outros clássicos da MPB. Nesse mesmo ano, compôs a música do filme Encontros Imperfeitos, de Jorge Marrecos (produção portuguesa), e da peça teatral Imaginária, de Márcio Vianna. Ainda na década de 90, assinou a música do curta-metragem Diário Noturno (1993), de Monique Gardenberg, das peças teatrais O Livro de Jó (1993), registrada em CD, e Peer Gynt (1994), ambas de Moacir Góes, e A Falecida, de Gabriel Vilela, e da minissérie O Sorriso do Lagarto (Rede Globo). Em 1995, compôs a música do filme O Guarani, de Norma Bengell. Ainda nesse ano, lançou o CD Wagner Tiso ao Vivo com Rio Cello Ensemble, gravado ao vivo na casa noturna Jazzmania, com a participação de Nico Assumpção e Márcio Montarroyos. Realizou, em seguida, uma bem – sucedida turnê pela Europa e participou do Free Jazz Festival. Ainda em 1995, gravou o CD Wagner Tiso e Orquestra de Cordas Brasileira – Brasil Musical. No ano seguinte, lançou os CDs Wagner Tiso e Paulo Moura – Brasil Musical e Brazilian Scenes. Em 1997, compôs as trilhas sonoras dos filmes A Ostra e o Vento, de Walter Lima Júnior (registrada em CD), e Tiradentes, de Osvaldo Caldeira, e da peça teatral O Capataz de Salema, de Sérgio Mambert. Um ano depois, escreveu a música do filme O Toque do Oboé, de Cláudio McDowell. Em 1999, gravou, com o Rio Cello Ensemble, o disco Debussy e Fauré Encontram Milton e Tiso e compôs a trilha sonora do documentário Salvador 450 Anos, de Sérgio Ferreira. Lançou, em 2000, o CD Tom Jobim Villa-Lobos, gravado com o Rio Cello Ensemble. O disco, distribuído em bancas de jornais, veio acompanhado de uma revista contendo fotos e dados sobre sua trajetória artística. Em 2002, gravou, com Zé Renato, o CD Memorial, homenagem a Juscelino Kubitschek, contendo canções como Peixe Vivo (domínio público), Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira) e Rosa Morena (Dorival Caymmi), entre outras. Também nesse ano, assinou os arranjos do CD Mar de Algodão, encomenda da cantora Olívia Hime.

Em 2003, lançou, com Victor Biglione, em conjunto com o Núcleo de Comunicação da Universidade Estácio de Sá (RJ), o CD Tocar, registro ao vivo do espetáculo realizado pelos dois instrumentistas, com as músicas Expresso 2222 (Gilberto Gil), Samba de Uma Nota Só (Tom Jobim), Cravo e Canela (Milton Nascimento) e Sonho de um Carnaval (Chico Buarque), entre outras. Em 2004, lançou o CD Cenas Brasileiras, ao lado da Orquestra Petrobras Pró-Música (OPPM), dirigida por Roberto Tibiriçá. O disco foi gravado ao vivo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em dois concertos: o primeiro, em 1 de maio de 2001, apresentando a suíte-título, composta de seis temas, além de Eu Sei que Vou te Amar (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), o segundo, em 7 de abril de 2002, incluindo Choros 6 (Heitor Villa-Lobos). Em 2005, comemorando 60 anos de vida e 45 de carreira, apresentou-se no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com o show Um Som Imaginário, acompanhado por uma banda formada por Itamar Assiére, Lula Galvão, Sérgio Barrozo, André Boxexa e Mingo Araújo, e também pela Orquestra Petrobras Sinfônica, tendo como regente convidado Carlos Prazeres. Participaram do espetáculo Milton Nascimento, Gal Costa, Cauby Peixoto, Paulo Moura, Uakti, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Robertinho Silva, Luiz Alves, Victor Biglione, Tizumba e Guarda de Moçambique do Divino. Lançou, em 2006, o CD e DVD Um Som Imaginário, registro ao vivo do espetáculo realizado no ano anterior. Em 2007, apresentou-se no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, na série Concertos Para a Mata Atlântica – 80 anos Tom Jobim, tendo a seu lado Victor Biglione (violão) e Hugo Pilger (violoncelo). Nesse mesmo ano, lançou a coleção de quatro CDs intitulada Da Sanfona à Sinfônica – Wagner Tiso 40 Anos de Arranjos, traçando um panorama da música brasileira a partir da remasterização de gravações originais de suas orquestrações realizadas em quatro décadas de trajetória. Lançou, em 2009, o CD Samba e Jazz – Um Século de Música, com repertório dedicado a canções como Volta à Palhoça (Sinhô), Shiny Stockings (Frank Foster e Jon Hendricks), Opinião (Zé Keti), Naima (John Coltrane e Jon Hendricks), Samba de um Grande Amor (Chico Buarque), April in Paris (Vernon Duke e E. Y. Harburg), Tune Up (Miles Davis), Quando o Samba Chama (Paulinho da Viola), Folhas Secas (Nelson Cavaquinho) e Solar (Miles Davis). O disco contou com as participações de Nicolas Krassik (violino), Hermeto Pascoal (flauta), Nivaldo Ornelas (sax), Hamilton de Holanda (bandolim), Paulo Moura (clarinete) e Victor Biglione (guitarra), entre outros.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

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