Pena Branca & Xavantinho | Kuarup
Pena Branca & Xavantinho

Pena Branca & Xavantinho

    Curtiu Pena Branca & Xavantinho?

Pena Branca & Xavantinho

Pena Branca - José Ramiro Sobrinho – Igarapava – São Paulo – Falecido em 8/2/2010

Xavantinho - Ranulfo Ramiro da Silva – Uberlândia – Minas Gerais – Falecido em 8/10/1999

Irmãos criados na zona rural de Uberlândia, em Minas Gerais, começaram a tocar juntos na infância. Em 1950, quando Pena Branca (José Ramiro Sobrinho) tinha 12 anos e Xavantinho (Ranulfo Ramiro da Silva) com 9, o pai morreu, e todos os sete irmãos se viram obrigados a trabalhar na lavoura. Em 1958 participam pela primeira vez de um programa da Rádio Educadora de Uberlândia, ainda sem o nome Pena Branca & Xavantinho.  Já nesse período, começaram a desenvolver o gosto pelo canto e pela viola. Ranulfo saía de casa freqüentemente para tocar em um conjunto da Rádio Difusora da cidade mineira. Ranulfo e José Ramiro em 1961 já cantavam juntos. Em 1962, assumem os nomes de Xavante & Xavantinho depois de uma difícil escolha.

Em 1968, com a mudança de Ranulfo para São Paulo, para trabalhar em uma transportadora, decidem tentar a sorte na capital paulista. Passam a freqüentar clubes de música caipira, onde conhecem outras duplas, como Tonico & Tinoco e Milionário & José Rico, e começam a participar de vários festivais de MPB. Em 1970, assumem o nome Pena Branca & Xavantinho. Naquele ano, ganharam um festival de música sertaneja promovido pelo radialista José Béttio. Gravaram um disco com a música posteriormente vitoriosa, Saudade, não alcançando repercussão. Tentaram várias oportunidades durante anos. Pena Branca chegou a desistir da carreira. Xavantinho, contudo, acreditava no poder da dupla.

Em 1980, classificaram a música Que Terreiro é Esse? no Festival MPB Shell na Rede Globo. No mesmo ano, o produtor Roberto Oliveira (irmão do compositor Renato Teixeira) levou a dupla ao estúdio para gravar o disco Velha Morada, esgotado e nunca reeditado. Em 1981, apresentaram-se no programa Som Brasil na TV Globo, iniciando uma série de apresentações pelo país com o cantor e apresentador Rolando Boldrin. Boldrin foi o produtor do segundo disco da dupla: Uma Dupla Brasileira, em 1982, com destaque para as canções Rama de Mandioquinha, de Elpídio Santos, e Memória de Carreiro, de Juraíldes de Cruz.

Em 1987 o CD Cio da Terra, terceiro trabalho da dupla teve participação de Milton Nascimento, promovendo a mistura entre estilos musicais. A canção título do disco é de autoria de Chico Buarque e Milton Nascimento. Em 1988, lançam o LP Canto Violeiro, com participação de Fagner, Tião Carreiro e Almir Sater entre outros. Um dos destaques do trabalho foi a canção Mulheres da Terra, de Xavantinho e Moniz.

Em 1990 o trabalho Cantadô do Mundo Afora, recebeu o Prêmio Sharp de Melhor Disco do Ano, e a melodia Casa de Barro, de Xavantinho, Cláudio Balestro e Moniz, uma das faixas, o Prêmio de Melhor Música. Outro trabalho premiado foi o disco Ao Vivo em Tatuí, de 1992, projeto em parceria com o cantor e compositor Renato Teixeira, que recebeu o Prêmio Sharp de Melhor Disco e Prêmio APCA. Em 1993, lançaram Violas e Canções pela gravadora Velas. Nesse período estenderam seus shows aos Estados Unidos. Ainda em 1993, a dupla gravou Viola Quebrada, de Mário de Andrade, Luar do Sertão, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense em 1995 e Tristeza do Jeca, de Angelino de Oliveira em 1996.

O último disco da dupla foi Coração Matuto, lançado em 1998. Pena Branca & Xavantinho sempre gravaram canções relacionadas ao campo, mas nem sempre de compositores caipiras. Planeta Água, de Guilherme Arantes, Lambada de Serpente, de Djavan, e Cio da Terra, de Milton Nascimento e Chico Buarque, são exemplos. Para todas essas canções emprestaram sua interpretação fiel à viola e ao canto caipira. Embora populares no interior do país e recolhendo reverência da crítica, sempre foram modestos em vendagem de discos.

O disco da carreira da dupla que mais vendeu foi Ao Vivo em Tatuí, de 1992, que alcançou 250 mil cópias. Como cantadores, violonistas e violeiros receberam várias premiações. Pena Branca & Xavantinho recuperava ritmos e costumes do Brasil como o cateretê, a toada e a moda de viola. A dupla ganhou cinco prêmios Sharp ao longo da carreira, encerrada em outubro de 1999, com a morte de Xavantinho. Pena Branca continuou gravando solo até seu falecimento em 8 de fevereiro de 2010

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Confira os novos lançamentos da Kuarup

Conheça todos os artistas do acervo

Veja todas as notícias sobre  a gravadora Kuarup