Marco Aur | Kuarup
Marco Aur

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Marco Aurélio Cardoso de Souza

29/07/1968 – Caeté – Minas Gerais

O músico e instrumentista Marco Aur nasceu no dia 29 de julho de 1968, em Caeté, no interior do estado de Minas Gerais. Filho de pai dentista e mãe professora de inglês, irmão mais novo de dois outros irmãos, o futuro compositor passou a infância correndo e perambulando pela casa dos vizinhos e pelas praças da pequena cidade mineira com suas residências de terreiros, cachorros, árvores e muitos amigos.

Marco Aur foi menino assim, teve raízes comunitárias, criado pelos pais, pelos parentes, pelos vizinhos e pelos amigos dos seus pais. Aos seis anos formou o grupo Pingos de Ouro com seus irmãos e já cantavam nas quermesses da cidade mineira. A  banda cresceu e se tornou The Angels, fazendo sucesso em Caeté e na vizinhança. Aos 11 anos, cheio dos irmãos e sedento por novidades, avisa aos seus pais que estava entrando na banda de música da cidade para estudar. O senhor Bráulio e Dona Otávia deram crédito ao menino resolvido e ele se tornou em pouco tempo a sensação da Corporação Musical Nossa Senhora do Bonsucesso porque tocava muito bem a requinta, instrumento agudo e muito aparecido, fazendo turnê por muitas cidades de Minas e também pelo Brasil.

Mais tarde, já adolescente, se juntou novamente aos irmãos Tatá, Ernane e com eles formou a Banda Quarta Dimensão. Gravaram três LPs e ganharam a vida e fama pela região. Após 12 anos juntos, o grupo se separou e novos desejos vieram para o jovem artista. Entrou para a faculdade de música, estudou composição e com os novos amigos que encontrou por ali formou a banda de rock Trinidad. Gravaram dois CDs, mudaram de nome e se tornaram o grupo Quatro Caras. Viajaram mundo afora e antes que a banda acabasse gravaram um último trabalho homônimo.

Muitas coisas aconteceram durante essa jornada. Marco Aur se apaixonou, casou, teve uma filha e foi convidado para trabalhar com crianças carentes da zona norte de Belo Horizonte. Escolheu as crianças pequenas e teve muita sorte, o amor por elas foi instantâneo e recíproco. Dar aulas se tornou muito fácil e prazeroso para alguém que como ele que teve uma infância rica em aventuras e cuidados. A música das cirandas, das rodas, a paisagem sonora de uma cidade rica em música e poesia, sinos no alto das igrejas, centuriões na semana santa, congados, marchas de sete de setembro e as serestas influenciaram a criação do instrumentista mineiro. A emoção da memória, o convívio com as crianças, a felicidade de ser pai e marido, e o descompasso das referencias atuais fez com que ele começasse a pensar em botar as mangas de fora.

Foi novamente estudar e se tornou mestre em educação musical pela Escola de Música da Universidade de Minas Gerais. Escreveu um livro publicado na Itália sobre as suas experiências com crianças e cantigas de roda. Em determinado momento pensou que tinha chegado a hora de dar voz a isso tudo. Resolveu então cantar a infância, poetizar as surpresas de ver a vida nascendo assim como as crianças. A música vem brincando, dócil, leve e fácil de parir. Mas a canção não é simples e nem banal, é séria como as crianças são. Ai do acorde que se mete de bobo, ai daquele que é intruso. Tudo é fluido e controlado.

Amigo e parceiro do cantor e compositor mineiro Chico Lobo, Marco Aur prepara atualmente o lançamento de seu CD, No Maior Pique, lançamento pela gravadora Kuarup. No trabalho o músico toca quase tudo e declara: “Deu vontade, não por habilidades, mas por desejo e estilo”. “É que eu queria que soasse como se fossem as crianças tocando”. “Descobri que isso tem um nome, chama clown music, música de palhaço, e entendi que realmente tem graça”. “Vamos conferir?”