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Rabo de Lagartixa Intérprete(s) Principal(is):
Rabo de Lagartixa
Compositor(es) Principal(is):
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RDL1998
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"Como o rabo de lagartixa, que mesmo cortado continua se movendo, o choro - tal como o samba - agoniza, mas não morre. Mas o Rabo de Lagartixa não quer vela nem cinzas. Neste crepitante disco de estréia não há lugar para carpideiras. O Lagartixa não chora lágrimas de crocodilo pelo passado. Ao incorporar a estética do presente, ele semeia o choro do novo milênio." (Tárik de Souza)
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| Ficha Musical |
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Rabo de Lagartixa
Daniela Spielmann - sax soprano e alto
Alessandro Valente - cavaquinho
Marcello Gonçalves - violão de sete cordas
Alexandre Brasil - contrabaixo acústico e elétrico
Participações especiais;
Beto Cazes - percussões em todas as faixas exceto faixa 12 / Cássio Cunha (usa pele Evans) - bateria faixas 1, 7, 8, 9 / Elza Soares - voz faixa 3 / Pedro Luís e a Parede (gentilmente cedidos pela Dubas/Warner) - voz e batucada faixa 12. A Parede é: Sidon Silva, Celso Alvim, Mário Moura e C. A. Ferrari / João Lyra - viola caipira faixa 5 / Eduardo Neves - sax tenor faixa 9 / Sueli Faria - sax barítono faixa 8 / Juarez Araújo - sax tenor faixa 8 / Alexandre Caldi - sax alto faixa 8 / Raniere Tiago - flauta transversa faixa 8
Arranjos:
Rabo de Lagartixa - faixas 4, 6, 10, 12, 13 / Alessandro Valente - faixas 1, 2, 5, 9, 11 / Alexandre Braisl e Daniela Spielmann - faixa 7 / Marcello Gonçalves e Patrícia Tavares - faixa 3 / Edson soliva - faixa 8 / Dudi Goldemberg - co-autoria faixas 2 e 10
O Rabo de Lagartixa participa de todos os arranjos |
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| Ficha Técnica |
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Direção artística Rabo de Lagartixa / Direção de Estúdio Henrique Cazes
Gravado e mixado por Nilo Sérgio Filho e Henrique Cazes no estúdio Hara, RJ em junho de 1998 / Masterizado por Zé Nogueira
Produção executiva: Daniela Spielmann
Contatos para shows: 2498-2869, 2542-5203 (fax)
e-mail: rabodelagartixa@momentus.com.br
http://www.rabodelagartixa.hpg.com.br
Foto: Ana Branco
Projeto Gráfico: Pool design (Helena Golebiowski e Larissa Trope)
Mais do que nenhuma outra, uma pessoa alimentou este sonho. Este disco é dedicado a você, RAUL SPIELMANN
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| Apresentação |
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Como o rabo de lagartixa, que mesmo cortado continua se movendo, o choro - tal como o samba - agoniza, mas não morre. Mas o choro do grupo Rabo de Lagartixa não quer vela nem cinzas. Neste crepitante disco de estréia homônimo não há embaço nem lugar para carpideiras. Formado há cinco anos num projeto do Museu Villa-Lobos, o quarteto núcleo preferiu peneirar inéditas de autores novos. "Quando nos demos conta, tínhamos nas mãos um repertório de altíssimo nível que nunca tinha sido gravado", sublinham seus integrantes: a saxofonista Daniel Spielmann, o cavaquinista Alessandro Valente, o violonista de sete cordas Marcello Gonçalves e o baixista Alexandre Brasil. A eles junta-se o "quinto beatle", o percussionista Beto Cazes.
Mas o disco está repleto de convidados especiais. O arco de selecionados vai do cariocatú do grupo Pedro Luís e a Parede no Carrapato de João Lyra, ao trompete nasal e improviso vocal da maestrina do teleco-teco Elza Soares em Formosa (Baden Powell/Vinícius de Moraes). Essa e outras faixas mais conhecidas só foram admitidas após ampla remodelação. Como o Villa-Lobos de Melodia Sentimental de compasso progressivamente alterado, incluindo uma passagem de guarânia. Da mesma forma que um tango invade Arrasta-pé e um baixo com arco muda o curso de Alegre Menina.
O Lagartixa mexe o rabo para o lado do pop, mas sem vulgarizações. É o néo-choro com levadas e grooves divergentes que sai do gênero fixo e volta a ser uma maneira de tocar incorporando sons da rua. O Lagartixa não chora lágrimas de crocodilo pelo passado. Ao incorporar a estética (mais a estática) do presente, ele semeia o choro do novo milênio.
Tárik de Souza
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