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CD
 
Carnaval Piano Blues
Intérprete(s) Principal(is): Antonio Adolfo
Compositor(es) Principal(is):
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R$ 20.00
ARCD3008
 
Algumas das melhores melodias do Carnaval carioca estão no novo CD de Antonio Adolfo. Em “Carnaval Piano Blues”, o pianista recorre ao improviso para resgatar a triste alegria (ou alegria triste) de clássicos do samba, como “Pastorinhas” (Noel Rosa e Braguinha); “A Felicidade” (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) e “Vai Passar” (Francis Hime e Chico Buarque), entre muitas outras. Para se ouvir o ano inteiro!
Faixas
Agradecimentos especiais
Ficha Técnica
Texto de Apresentação
 
 
Faixas:
 
Carnaval Piano Blues Tempo Total: 56:43
01 Malmequer - A lua é dos namorados (Cristóvão de Alencar/ Newton Teixeira/ Klecius Caldas/ Armando Cavalcanti/ Brasinha) 05:31
02 Pierrot Apaixonado - Cachaça (Heitor dos Prazeres/ Lucio de Castro/ Heber Lobato/ Marinósio Filho/ Mirabeau/ Noel Rosa) 03:25
03 O teu cabelo não nega (João Victor do Rego Valença/ Raul Victor do Rego Valença/ Lamartine Babo) 04:46
04 Vai Passar (Francis Hime/ Chico Buarque) 05:27
05 Tristeza - Feitinha pro poeta (Haroldo Lobo/ Baden Powell/ Lula Freire/ Niltinho) 05:14
06 Vassourinhas (Joana Batista Ramos/ Matias da Rocha) 02:02
07 Marcha da quarta-feira de cinzas (Vinicius de Moraes/ Carlos Lyra) 03:11
08 Pastorinhas (Braguinha/ Noel Rosa) 04:38
09 É com esse que eu vou (Pedro Caetano) 04:19
10 A felicidade (Vinicius de Moraes/ Tom Jobim) 04:47
11 Agora é cinza (Marçal/ Bide) 03:28
12 Saca-rolha - Evocação (Zilda do Zé/ Waldir Machado/ Nelson Ferreira/ Zé da Zilda) 03:09
13 Madureira chorou (Julio Monteiro/ Carvalhinho) 03:02
14 Exaltação à Mangueira - Recordar é Viver (Adolpho Macedo/ Eneas Brittes da Silva/ Aldacir Louro/ Aloysio Marins/ Aloysio Augusto da Costa) 04:34
15 Até quarta-feira (Umberto Silva/ Paulo Sette) 03:10
 
 
Agradecimentos especiais
 
  Jairo Severiano, que me ajudou a lembrar de músicas maravilhosas
Ana Luiza (minha mulher), que trocou muitas idéias comigo, ajudando-me a chegar ao formato final
Marília (Socinpro), que me ajudou a identificar os titulares de direitos autorais das músicas
Luiz Tornaghi, pela dedicação e competencia
Otto, grande ser humano e dono de um maravilhoso piano Steinway
Bruno Liberati, por sua arte
Janine, Mario, Barroso e todo o pessoal da Kuarup, pela carinhosa acolhida de sempre.
 
 
 
Ficha Técnica
 
  Gravado por Otto Drechsler (Rio Digital Arts Ltda)
Masterização Luiz Tornaghi
Produção Antonio Adolfo
Ilustrações Bruno Liberati
Projeto gráfico Janine Houard
 
 
 
Texto de Apresentação
 
 

Nas minhas andanças pelo mundo afora, tentando ensinar música brasileira, já me perguntaram algumas vezes como
conseguir aquela coisa que temos em nossa música e que ninguém consegue explicar…. Uns chamam de alegria triste, ou de triste alegria. Outros de “saudade”…

Já fiquei horas tentando explicar. Uma vez o Al Jarreau disse que o que ele procurava era uma música que o fizesse chorar. Será que é algo parecido com a blue note? O Blues também chora através de seus microtons. A escala de Blues, Jobim usou muitas vezes na brasileirice de sua música, e Vinícius de Moraes, genialmente, traduziu em versos como “e cai como uma lágrima de amor” (A Felicidade).

Essa coisa a que estou me referindo é fartamente encontrada na música aqui no Brasil, não a blue note simplesmente, mas esse sentimento que não podemos dizer que é só tristeza. É a alegria que nos faz chorar ou a tristeza que nos dá prazer. O prazer da lágrima, o prazer da dor. O não separar uma da outra, talvez…

E aquele Carnaval, a festa da alegria, é cheio desse tal sentimento blues, “saudade”, alegria triste ou tristeza/alegria que nos dá o pierrot apaixonado, o malmequer, os versos de Tristeza ou de Madureira chorou, o lirismo das Pastorinhas e por aí vai…,

Minha lembrança do Carnaval, do Carnaval das marchas, das marchas-rancho, dos frevos e dos sambas, do cheiro de suor e lança-perfume, dos mascarados e das mascaradas, do sonho, das fantasias, dos bailes, do Carnaval de rua, de toda aquela magia contida na triste alegria ou no que já foi dito acima, tudo isso traduziu-se nos improvisos ao piano deste CARNAVAL PIANO BLUES.

Foram 5 ou 6 horas de gravação. Algumas canções eu toquei duas, três, quatro ou at cinco vezes (takes sempre diferentes). Outras, foi logo de primeira. Sem arranjo preconcebido, sem partitura, com o andamento musical totalmente à vontade. Interpretação livre, sem amarras, possibilidades infinitas, às vezes fazendo citações, às vezes combinando duas canções num mesmo take, e em alguns momentos quase fazendo “parceria”. Perdoem-me se mudei muitas notas nas canções, mas o improviso me leva a viajar, não só no blues dessas canções, mas também nas melodias internas de suas possibilidades harmônicas.

Como eram lindas as canções de Carnaval !!!

Antonio Adolfo