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| Ficha Musical |
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Músicos:
Faixas 3,5,10,12,16 - Zé Gomes (violino), Kapenga (violão, viola), Dinho (percussão), Rhandal (baixo, violão) e Paulo Putini (baixo) Faixas 9, 11 - João Lyra (violão, viola), Toni Dias (baixo) e Fernando Pereira (bateria) Faixa 8 - Alex Madureira (viola), Marcelo Bernardes (sopros), Marquinhos (sanfona), Mingo (percussão). |
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| Ficha Técnica |
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Produtor fonográfico: Kuarup Discos. Montagem de Janine Houard a partir dos seguintes discos originais: Cantoria 1 (1,2,15), Cantoria 2 (4,13,14), Ao Vivo em Tatuí (3,5,10,12,16), Mutirão da Vida (8), Pau Doido (9,11), Tudo que Ilumina (7) e ConSertão (6). Produzidos por Mario de Aratanha, Janine Houard, Leo Stinghen e Arthur Moreira Lima. Capa: Xangai, Elomar e Remy de Aratanha em 1985, na Casa dos Carneiros, Vitória da Conquista, Bahia. Foto de Janine Houard. |
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| Apresentação |
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Estes cantos vem de todos os nossos cantos.
Vem do Pantanal, vem da Amazônia, vem do interior de São Paulo, vem do Triângulo
Mineiro. Vem das feiras da Paraíba, das margens do São Francisco, das águas
do Paraguai, das barrancas do Rio Gavião. E falam de poesia, de ecologia,
de amor e dor, de migração e trabalho, de viola, de sonhos e de lágrimas.
A música sertaneja cobre um bocado de Brasil. É caipira a música que o
Capitão Furtado trouxe prá São Paulo, é nordestina a música que Luis
Gonzaga trouxe pro Rio de Janeiro. Para Elomar, ela é sertaneza (com z),
representando o Grande Estado do Sertão, que vai do norte de Minas ao sul
do Maranhão.
Na Kuarup, ela sempre teve um papel de destaque, na resistência cultural à
banalização 'breganeja'. Para nós, a música sertaneja é música de raiz, que
fala do homem em sua essência, que fala de um Brasil voltado para seus
próprios valores. Reunimos aqui alguns de nossos cantos preferidos nestes
18 anos de produção fonográfica, confinados na cidade grande, mas sonhando
com este Brasil afora.
E convivendo com estes artistas geniais como Elomar e Xangai, como Geraldo
e Vital, como Sivuca e Glorinha, como Renato e Heraldo, como Pena Branca e
Xavantinho. Agradecendo o que eles já fizeram conosco, e tramando o que a
gente ainda pode fazer no futuro.
Mario de Aratanha |
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